Em meio aos desafios enfrentados por famílias com crianças atípicas, o projeto “Te Abraçar” tem se tornado um verdadeiro ponto de apoio, cuidado e transformação. Desenvolvido na Igreja Sara Nossa Terra em Biguaçu/SC, o projeto nasceu durante a pandemia, a partir de um chamado pessoal e sensível da pastora Fabiane Roratto, coordenadora da iniciativa.
“Muitas vezes essas famílias não têm suporte. E, como mãe atípica, eu conheço de perto as dores, as lutas e as necessidades. Foi isso que me moveu a criar um espaço de acolhimento, tanto para os pais quanto para as crianças”, explica a pastora. Desde então, o projeto tem crescido e hoje atende 16 crianças de 14 famílias, oferecendo oficinas de estimulação motora, artes, culinária, musicalização e acompanhamento psicopedagógico. As atividades acontecem regularmente e são pensadas para promover desenvolvimento, inclusão e qualidade de vida.
Além do cuidado com as crianças, o “Te Abraçar” também investe no fortalecimento emocional e espiritual das famílias. Rodas de conversa com profissionais como psicólogos e fonoaudiólogos fazem parte da programação, criando um ambiente de escuta e orientação. “O nosso objetivo não é apenas atender as crianças, mas acolher toda a família. A gente caminha junto, orienta, apoia e cria uma rede de suporte”, destaca Fabiane.
Outro aspecto fundamental do projeto é o suporte social. Muitas das famílias atendidas enfrentam dificuldades financeiras, e, por isso, recebem auxílio com cestas básicas e encaminhamento para atendimentos especializados.
Todo esse trabalho só é possível graças ao apoio do Parceiros de Deus, que sustenta integralmente o projeto. Segundo a coordenadora, essa parceria tem sido essencial para a continuidade das atividades. “Hoje, o projeto é totalmente sustentado pelos Parceiros de Deus. Foi através desse apoio que conseguimos viabilizar as oficinas, os materiais e o cuidado com as famílias. Muitas pessoas, inclusive, passaram a contribuir ao conhecer o impacto do projeto”, afirma.
A mobilização em torno do “Te Abraçar” tem crescido, envolvendo voluntários da igreja e também pessoas de fora, que se sensibilizam com a causa. Ainda assim, a demanda continua aumentando. Atualmente, o projeto conta com uma fila de espera de aproximadamente 16 crianças, o que evidencia a necessidade de expansão. “Existe uma demanda muito grande. Nosso desejo é ampliar o atendimento e alcançar mais famílias, mas para isso precisamos de mais estrutura e recursos”, reforça a pastora.
Mesmo diante dos desafios, o “Te Abraçar” segue como uma expressão prática de amor, cuidado e inclusão, mostrando que, quando a igreja se posiciona, vidas são restauradas e histórias são transformadas.














